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Por motivos pessoais, infelizmente, o jornalista Lúcio Flávio Pinto não poderá comparecer ao evento programado para o dia 22 de maio, na Unisinos. Portanto, a palestra sobre “Jornalismo de denúncia e cidadania” está cancelada. Pedimos desculpas e aguardamos a presença de Lúcio em alguma outra oportunidade.

O filósofo Edmund Gustav Albrecht Husserl, conhecido como o fundador da fenomenologia, busca a analogia entre a discussão teórica e a prática. Essa analogia foi o foco para a palestra do Prof. Dr. Marcelo Fabri (foto) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na tarde de quinta-feira (10/05) sobre “O conceito husserliano de razão prática”. Segundo ele, a questão da vida está inserida em um horizonte no qual a razão lógica não pode enxergar.

“Quando a questão teórica se transpõe sobre a prática, temos um desafio de compreender que nas ações, nas valorações, na vida afetiva do ser humano está inserida uma expressão humana de uma racionalidade a ser construída”, citou Fabris. Há um desafio de uma ética fundada que a lógica por si só não pode resolver e esse desafio “na razão prática é compreender de que maneira os sentimentos, as emoções, as escolhas e os elementos que fazem parte da vida concreta do sujeito implicam uma expressão humana que não é a razão que impõe abstratamente, é a vida que está falando, o sentimento, todo o plano concreto”, explicou o professor.

Marcelo citou alguns dos filósofos de sua pesquisa, como Brentano, e acrescentou que  para Husserl temos que construir uma racionalidade, que seja coerente, forte do ponto de vista prático e ético. “O que ele quer dizer é que a razão não se impõe incondicionalmente aos atos humanos. As pessoas são concretas e os sentimentos são ligados às situações, aos modos de vida, entre outras coisas e a tese é que a razão pode ouvir o que os sentimentos procuram dizer, pensar e realizar. A razão dá a voz ao sentimento, é pela razão que se compreende o que se quer dizer”. “O simples ato de alguém estar alegre ou triste não é uma questão subjetiva, isso está ligado ao nosso comportamento intencional”, exemplifica o palestrante.

Buscar, mediante o confronto e a reflexão, o máximo de universalização do valor, esse é o desafio para a comunidade ética, segundo Fabri. “O que estamos fazendo? Como estamos agindo? O que estamos querendo?” questiona. O querer é uma intencionalidade, assim como a valoração e o professor explica: “Para eu querer, preciso ter um valor por trás, precisa-se avaliar algo como bom para eu querer ou não”. A prática do querer se realiza na ação e a vontade é algo que pode se corrigir e avaliar.

Marcelo Fabri finaliza sua palestra utilizando a ideia de que “tudo me afeta, as opiniões, os outros, as minhas paixões, mas nem por isso eu deixo de ser motivado de uma forma racionalmente. Somos frutos dessa afetação, mas somos também uma realidade que pode compreender seu desafio prático, a razão prática”.

Por Luana Taís Nyland
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Entre os países emergentes atuais, a China destaca-se por crescer a taxas invejáveis e por se manter longe da crise financeira mundial. Mundialmente, chineses são conhecidos por suas condições de trabalho, em que as jornadas são prolongadas, as mulheres são discriminadas e as crianças precisam trabalhar. Embora lá a palavra de ordem seja “A China precisa crescer”, não são só os chineses que dependem dessa produção, mas todo o mundo.

As mercadorias viajam e, em algum lugar do planeta, precisam realizar seu destino: transformar-se em dinheiro. Vende-se no camelódromo às margens do Guaíba o mesmo que em Ciudad del Este, no centro de Capão da Canoa ou nas Ramblas catalãs, nos “turcos” de São Borja as mesmas quinquilharias encontradas no Time Square ou nas lojinhas do Quartier Latin.

Esse ciclo que ocorre desde o oriente e vai até o ocidente vai ser o tema da palestra “As relações entre Brasil e China sob o ponto de vista da globalização popular”, da Profa. Dra. Rosana Pinheiro-Machado. O evento faz parte do IHU Ideias, e acontece no dia 3 de maio, a partir das 17h, na sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

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Dia do Trabalhador ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente no dia 1º de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal e em outros países. Segundo pesquisas, em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano como feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes. Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do TrabalhoCLT, em 01 de maio de 1943.

Pensando nisso, eu não poderia deixar de comentar sobre o trabalho em equipe, pois sozinhos não temos o mesmo resultado que adquirimos com os nossos parceiros. São muitas cabeças transmitindo diversas ideias ao mesmo tempo e colaborando com o trabalho. Quero então, agradecer a equipe de trabalhadores do Instituto Humanitas Unisinos – IHU e, principalmente, a Equipe de Comunicação. Deixo aqui, em homenagem e reflexão, um vídeo sobre o trabalho em equipe.
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Por Luana Taís Nyland