Segundo dados expostos pelo estatístico Pedro Tonon Zuanazzi (foto), a região Sul foi a região que menos cresceu nos últimos 10 anos, ficando abaixo da média nacional. Em sua palestra, Zuanazzi diz que já tivemos um crescimento mais forte em 1920 (3,26) e a partir desta década obteve-se uma queda muito forte. A população maior do estado está concentrada principalmente em Porto Alegre e Caxias do Sul. Por ordem, os municípios que mais cresceram em habitantes nos últimos dez anos foram: Caxias do Sul em 1º lugar, Porto Alegre em 2º lugar (considerando que sempre crescia muito e desta vez obteve um crescimento muito baixo), Gravataí em 3º lugar, São Leopoldo em 4º lugar e Canoas em 5º lugar. O litoral norte também obteve um crescimento marcante para o IBGE.
Para existir uma mudança tão radical assim em número de habitantes de uma região, há somente quatro componentes demográficos explicativos, nascimentos e óbitos ou imigrantes e emigrantes. Assim, existe um cálculo baseado no saldo vegetativo que se dá ao número de nascimentos subtraído com o número de óbitos e no saldo migratório que subtrai o número de imigrantes pelo de emigrantes. Para calcular isso são criadas hipóteses de uma população no ano base e outros fatores.
Um dos problemas preocupantes é que o saldo de fecundidade tem sido muito baixo nos últimos anos. Atualmente, as mulheres estão tendo em média dois filhos. O número de filhos esperado em média por mulher é de 1,75 até o ano 2050. Com isso, a questão principal é: O que deve acontecer com o estado nas próximas décadas? Para isso, Pedro responde que “há três cenários, um diz que a população do Rio Grande do Sul começaria a diminuir em 2025, outro em 2030 e outro em 2035. A menos que haja uma grande mudança histórica no RS, não deve mudar muito o limite da população inferior”.
O Rio Grande do Sul possui o maior percentual de pessoas de 65 anos ou mais (9,3%) entre os estados brasileiros e esse percentual era de 3,7% em 1970. A pirâmide da população brasileira tende a inverter até 2050, existindo assim, mais idosos e menos crianças. Com essa perspectiva de projeção do cenário populacional do Rio Grande do Sul para as próximas décadas, Pedro propõe uma questão “Que mudanças haverão para diminuir o impacto que essas situações irão criar?” e finaliza fazendo um pedido de reflexão sobre o assunto.
Por Luana Taís Nyland
Para ler mais:
- Projeções populacionais do RS – menos gaúchos até 2050 – Entrevista para a Revista IHU On-Line
- Rio Grande do Sul terá baixo crescimento populacional nas próximas décadas. Entrevista especial com Pedro Tonon Zuanazzi
- Crescimento da força de trabalho desacelera no Brasil
- Bola de cristal ‘furada’
- Fecundidade e migração baixas inibem crescimento do RS





