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A “Oficina sobre os dados censitários da amostra da Região do Vale do Sinos – Censo 2010” é uma atividade do ObservaSinos que objetiva promover a formação sobre acesso, tratamento e análise das bases de dados do IBGE. Esta oficina compõe o conjunto de ações do Observatório, que tem como propósito analisar, sistematizar e publicizar indicadores socioeconômicos, assim como promover o debate sobre a realidade e as políticas públicas da região do Vale do Rio dos Sinos, em vista da afirmação da sociedade includente e sustentável.

O objetivo geral da oficina é promover um espaço de formação para a comunidade acadêmica e das cidades da região sobre o acesso, tratamento estatístico e análise de indicadores socioeconômicos do Vale do Sinos. O público alvo para participar do evento são moradores, gestores e trabalhadores governamentais, empresariais e da sociedade civil, conselheiros municipais e estaduais de políticas públicas das 14 cidades do Vale do Rio dos Sinos. Acadêmicos de graduação e pós-graduação, profissionais interessados na temática/questão dos indicadores socioeconômicos, políticas públicas e desenvolvimento regional.

A Oficina será ministrada pelo Prof. Ademir Barbosa Koucher, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no dia 16 de maio, das 14h às 17h, na sala Sala 3C204E. O evento é gratuito e será fornecido certificado de participação para todos que estiverem presentes e assinarem a ata de comparecimento no dia do evento.

Confira mais informações sobre o evento no sítio do IHU.

Com o objetivo de promover uma reflexão pontual a respeito da viabilidade dos rumos da época contemporânea, tomando como critério a sua sustentabilidade como espaço humano, o Ciclo de Palestras: Filosofias da Intersubjetividade recebe amanhã (10) o professor Marcelo Fabri, que ministrará a palestra “Da mônada ao social: a intersubjetividade segundo Lévinas”.
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Emmanuel Lévinas (foto) foi um filósofo francês nascido numa família judaica na Lituânia que foi bastante influenciado pela fenomenologia de Edmund Husserl. O pensamento de Lévinas parte da idéia de que a Ética, e não a Ontologia, é a Filosofia primeira. É no face-a-face humano que irrompe todo sentido. Diante do rosto do Outro, o sujeito se descobre responsável e lhe vem à idéia o Infinito.
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Fabri, em entrevista à IHU On-Line, fala de como o pensamento de Lévinas é referência nos dias atuais. “O ponto de partida de Levinas é este: a ética é a filosofia primeira, é o sentido sem o qual o humano seria apenas uma função do ser, ou busca de persistir em seu ser. O ético, portanto, é o sentido que torna possível uma suspensão desse esforço. O eu está, desde o início, em questão. A referência de Lévinas se torna decisiva quando se procura pensar a justiça, a paz, o bem comum, etc. não apenas como conceitos ou teses filosóficas que precisam ser demonstradas, mas como termos que se tornam “significativos” em virtude da responsabilidade do sujeito, isto é, da relação com o outro ser humano”.
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A palestra ocorre das 19h30min às 22h, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU. Confira mais informações aqui.
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Para ler mais:

Edmund Gustav Albrecht Husserl (foto) foi um matemático e filósofo alemão, conhecido como o fundador da fenomenologia e será o ponto central do IHU Ideias dessa semana.
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Para refletir sobre o tema, Marcelo Fabri ministrará a palestra “O conceito husserliano de razão prática” a partir das 17h30min na sala Ignacio Ellacuria e Companheiros, no IHU, dia 10 de maio. Após, abordará o tema “Da mônada ao social: a intersubjetividade segundo Levinas”, às 19h30min.
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Em entrevista à IHU On-Line dessa semana (edição 391), Fabri aponta que Husserl “traz à tona o conceito de uma ética que é racionalista sem ser reducionista ou imperialista, isto é, que retoma o conceito de razão prática a partir do ser humano concreto, pessoal, afetivo, sensível, intersubjetivamente comprometido”.
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“A explicitação da intencionalidade (tema central da fenomenologia) permite compreender o quanto a esfera afetiva é fundamental para se pensar a ética, mas sem esquecer a razão”, complementa.
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Marcelo Fabri possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, mestrado em Educação e doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas e é professor da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.
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Confira a entrevista completa na revista IHU On-Line e participe do evento!
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Para ler mais:

O ano de 2012 será significativo para debater questões sobre a Igreja em dois eventos que ocorrerão em São Leopoldo (RS) através do Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Para debater sobre os desafios e as possibilidades de uma interlocução fecunda da Igreja com a cultura e a sociedade, caracterizadas por profundas transformações decorrentes da grande revolução que se processa no campo da ciência e da técnica ocorrerá o XIII Simpósio Internacional IHU, com o tema “Igreja, Cultura e Sociedade”, entre os dias 02 e 05 de outubro. Para receber informações sobre o Simpósio, registre o seu interesse.

Entre os dias 07 e 11 de outubro ocorrerá o Congresso Continental de Teologia. A finalidade do Congresso Continental é, sobretudo, olhar para o futuro, um congresso prospectivo, que se pergunte sobre os desafios e tarefas futuras da teologia na América Latina, a partir do nosso novo contexto cultural, social, político, econômico, ecológico, religioso e eclesial, globalizado e excludente.

As inscrições para os dois eventos estão abertas.


Saiba como fazer a sua inscrição para o evento!

Foto: Luana Taís Nyland

A cientista social Rosana Pinheiro-Machado (foto) explicou que a globalização popular Brasil x China é um fenômeno muito recente, apesar de os camelôs já estarem fazendo parte dela há muito tempo e serem considerados uma fatia importante para o crescimento da China, tornando-se responsáveis pelo desenvolvimento desse país. Na tarde de quinta-feira (03/05), a Profa. Dra. Rosana Pinheiro-Machado palestrou no evento IHU Ideias com o tema “As relações entre Brasil e China sob o ponto de vista da globalização popular” e contou sobre a cadeia global de mercadorias, incluindo tópicos como pirataria, mercadorias de preço baixo e pouca ou muita qualidade, muamba e regularização das mercadorias em alguns Estados.
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Rosana
iniciou sua tese em 1999 pesquisando e analisando o trabalho no camelódromo de Porto Alegre (RS). Em 2003 iniciou suas viagens de ônibus com brasileiros que buscavam muambas no Paraguai para vender aqui, pois queria entender esse processo. Para compreender melhor a questão principal de sua tese (o motivo pelo qual o Paraguai foi escolhido para receber as mercadorias e as pessoas da China), a palestrante contou que foi morar um ano em Ciudad del Este e descobriu que o maior motivo foi e continua sendo as relações diplomáticas, além de o país ter fronteira internacional e possuir a menor taxação de produtos. Em 2006, a Doutora em Antropologia se mudou para a China com intuito de conhecer e estudar as fábricas de produtos falsificados.

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Não foi de um dia para o outro que a China começou a exportar. Precisava-se ter uma estrutura pronta para a exportação e a China tinha. Os chineses pensam que a economia informal da China colabora com o mercado, pois “não importa se o processo está errado, o que importa é que eles fazem circular a economia”, diz Rosana. A China vê a economia informal como necessária e o Brasil vê como resquício do seu movimento. A mão de obra é muito grande e há muita oferta de emprego, mas o sistema de trabalho é “total”, ou seja, salários baixos para os funcionários e condições totais como, por exemplo, trabalhar entre 12 e 15 horas diárias.
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A falsificação ocorre por um sistema de espionagem industrial muito grande e isso faz com que, muitas vezes, os produtos falsos cheguem antes dos originais no comércio. Há uma moda de cópias em que as fábricas trocam uma letra do nome (da marca) e, assim, o estado não pode aceitar como cópia regularizando os produtos. Na China há uma relação confusa entre o formal e o informal, pois as fábricas falsificam relógios, bolsas, brinquedos, remédios, coca-cola, ovos, tecnologias, obras de arte, entre outros produtos. Algumas empresas acreditam que esse mercado da falsificação pode ser utilizado como propaganda, pois elas produzem tanto os produtos originais, quanto os falsificados. Entre originalidade e cópia, Rosana questiona ao final da palestra “Por que a cópia é vista como uma ofensa e não como um elogio ao produto original?” colocando a reflexão.
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Por Luana Taís Nyland
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