Arquivos da categoria ‘espiritualidade’

A Sexta-feira Santa, ou ‘Sexta-feira da Paixão’, é a sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos. Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.
.
Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia. Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.
.
Em respeito e veneração pela morte de Cristo, a Igreja convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne e qualquer tipo de ato que se refira a Prazer. Exercícios piedosos, como a Via Sacra (antiga via romana) e o Rosário (oração católica), são também recomendados como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.
.
Algumas pessoas questionam o motivo pelo qual fazer o jejum, a explicação é que, em respeito à Cristo, não se deve comer carne de sangue quente, lembrando sua morte. As tradições religiosas permitem que as pessoas se alimentem da carne dos peixes ou frutos do mar. Esses não têm a capacidade de controlar adequadamente a própria temperatura corpórea, portanto seus corpos possuem a temperatura próxima à do ambiente, sendo nomeados como animais de sangue frio, pela temperatura da água. Vamos aproveitar esta data para refletir e orar.
.
Por Luana Taís Nyland

Clarice Jaeger (Porto Alegre) está expondo suas obras de arte sacra (ícones e xilogravuras)  para sensibilizar as pessoas nessa época de Páscoa. A exposição ocorre na Sede da Adusinos (Sala 1G 124), todas as tardes, durante a semana, até o dia 12 de abril. Confira algumas fotos da exposição e sinta-se convidado para visitar!

.

.

.

.

Gravadora, pintora e desenhista, Clarice Jaeger participou de mais de 50 salões, entre os anos de 1979 e 1993, em Porto Alegre e pelo Brasil. Fez inúmeras ilustrações para o Jornal Continente e para a Revista em Pauta e ilustrou livros de poesias e de contos infantis recentemente para a editora japonesa Shinseken. Já ministrou vários cursos de xilogravura e realiza periodicamente palestras sobre o seu fazer técnico. Possui uma obra bastante extensa e tem trabalhos em acervos de instituições culturais, tais como: Museu de Pernambuco, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Museu da Gravura de Bagé, Museu da Xilogravura de Campos do Jordão.
.

Confira sua entrevista na Revista IHU On-Line.

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas. A data é considerada um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

.

É um período para analisar concepções e experiências humanas da transcendência expressas no cinema, na arte sacra e na música clássica. Promover o debate sobre valores humanos, éticos e cristãos, a partir da arte. Aprofundar o sentido humano e cristão da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Proporcionar momentos celebrativos através de audições comentadas de música clássica e de experiências de oração com imagens religiosas.

.

Olhar a obra na íntegra possibilita um olhar diferente. Temos horários diferenciados onde se vai passar na íntegra os filmes deste prestigioso diretor e momentos onde se faz debates do filmes. Esta programação está sendo recomendada pelo teor cinematográfico e pelas experiências que tocam dimensões profundamente humanas e globais. Veja como se trata a inter-subjetividade, o sentido da vida, questionamentos existências têm uma nova gramática a ser percebida e refletida, o cinema também é um meio de passagem, de interconexões. No debate colaboram especialistas na matéria, confira a programação!

.

Por Luana Taís Nyland e Ana Formoso

No espaço (ou na janela) Espiritualidade o Instituto Humanitas Unisinos – IHU a pessoa tem acesso a vários serviços que lhe ajudarão a viver sua vida quotidiana, com seus problemas e alegrias, desafios e perguntas com um olhar diferente. Dentro do espaço Espiritualidade se oferece o serviço de Atendimento Espiritual.  Trata-se de um serviço de orientação humano/espiritual que propicia acolhimento e acompanhamento no crescimento humano, espiritual e integral.

O Atendimento Espiritual pode ser realizado oferece-se personalizado e/ou on-line.

As pessoas que procuram um atendimento personalizado marcam um encontro com algum dos integrantes da equipe para partilhar suas necessidades, suas perguntas e continuar se for o caso, reunindo-se periodicamente. Junto com o diálogo pessoal também é sugerido material de leitura que fortaleça a pessoa e ajude a esclarecer suas dúvidas e caminhos a seguir.

Para orientação espiritual online as pessoas escrevem sua mensagem, com seu nome e e-mail e recebem uma resposta em até 72.

Dentro do Atendimento Espiritual também são oferecidos Exercícios Espirituais.

É um espaço de silêncio e recolhimento interior para melhor descobrir a vontade de Deus na sua vida. O Instituto Humanitas favorece a possibilidade de fazê-los com pessoas especialmente preparadas e em lugares que propiciam esse silêncio tão necessário. Anualmente são oferecidos dois exercícios espirituais por ano, junto com as possíveis sugestões que brotem dos encontros pessoais.

A novidade do sítio colabora de forma significativa para uma maior procura dos serviços de Espiritualidade oferecidos pelo IHU. São diferentes serviços que o Instituto Humanitas Unisinos oferece como instrumentos para colaborar na procura da formação humano-espiritual e no discernimento espiritual.

Por Ana Casarotti

Para ler mais:

Peio Sánchez Rodríguez, sacerdote e professor de teologia, com especialização em educação audiovisual pela Universidade Pontifícia de Salamanca e doutorado em teologia dogmática pela Universidade Salesiana de Roma, publicou recentemente um artigo em que afirma que “estamos diante da melhor safra do cinema espiritual dos últimos anos”.

Segundo Rodríguez, embora isso não afete o público em geral, “que se mantém no consumo audiovisual de baixo perfil”, cada vez mais há um setor de público que aposta nesse tipo de cinema que agora tem à sua disposição.

Para mostrar a relevância daquilo que ele chama de “o auge do cinema que filma a transcendência”, Rodríguez apresenta, em seu artigo, os 10 melhores filmes do cinema espiritual de 2011.

Encerrando a série, o Blog do IHU apresenta hoje o décimo e último vídeo, juntamente com um breve comentário de Rodríguez.

10. Das Ende ist mein Anfang [O fim é meu princípio, na versão em espanhol], de Jo Baier

Relato comovedor do testamento espiritual de Tiziano Terzani, famoso correspondente de guerra que viveu grandes acontecimentos da história recente. O filme, baseado no livro que ele escreveu com seu filho Folco, narra com simplicidade e força expressiva o seu itinerário pessoal, centrando-se na experiência espiritual que marcará os seus últimos anos a partir do início da luta contra um câncer.

A trajetória de Terzani como jornalista e suas simpatias ideológicas pelo comunismo são postas à prova em meio a grandes acontecimentos sociais e políticos do século XX, como a Guerra Fria, a China maoísta, a Guerra do Vietnã e o apartheid sul-africano. O ocaso das ideologias marcará uma reviravolta em sua vida para a dimensão espiritual. O mundo só pode mudar se cada ser humano mudar, ele afirmará.

Em 2004, quando foi diagnosticado um câncer no protagonista, acentuou-se o seu chamado a fechar o círculo de sua vida enfrentando a morte. Depois de um retiro de três anos com um sábio no Himalaia, ele se afasta de sua esposa Angela para uma casa na Toscana. Ali, nos últimos dias, ele convida o seu filho a escrever esta espécie de testamento espiritual.

O testemunho vai se centrando em oferecer uma visão diferente da morte. Que não seja exclusivamente trágica, mas sim confiante, alegre e esperançosa. A debilidade do corpo contrasta com um crescimento do espírito que vai progressivamente se identificando com o Ser Supremo ao qual vai se incorporando. Esse processo de dissolução representa um contraste com a perspectiva cristã da ressurreição. Mas o contraste é muito sugestivo, e o caráter testemunhal o situa em uma validade especial.