Postado por admin smarço - 14 - 2011 0 Comentário

Começou o “Recycling Design Germany-Brazil: Exhibition and Scientific Conference”. Hoje o dia foi de Colóquio, com várias palestras bacanas e importantes. O professor alemão Wriedt Verena, falou sobre reciclagem de Design para o futuro, Fábio Parode e Paulo Reyes abordaram o design territorial e reciclagem, Betina Marau, da Ufrgs, falou sobre a reciclagem como princípio de um projeto, e, encerrando a parte da manhã, Uta Pottgiesser, da Alemanha, explicou a inovação para o desenvolvimento de produtos.

Os trabalhos continuaram à tarde, com o professor Wriedt Verena falando sobre o  Research Project 2020, Ione Benz abordando a sucata como ressignificação sustentável, seguido pelo professor Carlos Moraes, que explicou a valorização de resíduos sólidos como subprodutos, e Luciana Gomes,  que abordou o tema sob o ponto de vista das tecnologias.  O turno da tarde contou ainda com uma palestra do designer argentino Alejandro Sarmiento e a abertura da exposição “Best of: Designprice Reciclagem. 2007-2010 and 2020 Wohnvisionen“, que estará aberta a visitação.
Confira através dos cliques de Gustavo Diehl como foi esse dia de trabalho:

Postado por admin sfevereiro - 11 - 2011 1 Comentário

Este é para todos os alunos de graduação e pós-graduação da Unisinos. Para enriquecer o debate sobre sustentabilidade, a Escola de Design Unisinos, promove o colóquio e workshop “Recycling Design Germany-Brazil: Exhibition and Scientific Conference”. O evento acontece de 14 a 16/3, em Porto Alegre.

O Recycling Design trará pesquisadores sobre Design Contemporâneo, Design e Sustentabilidade e Reciclagem de materiais, trazendo como problemática as tecnologias e ideias sobre reutilização de materiais. O objetivo é desenvolver as pesquisas realizadas no Brasil, Programa de Pós-graduação em Design Unisinos, e na Alemanha, na Detmolder Schule für Architektur und Innenarchitektur, no PerceptionLab, a partir da problemática convergente: as tecnologias e soluções de design sobre reciclagem e desenvolvimento sustentável.

Agora olha os palestrantes. Internacionais: professor Wriedt Verena, especialista alemão em desenvolvimento de móveis, Uta Pottgiesser, professora de construção e materiais, e o designer argentino Alejandro Sarmiento. Da Unisinos:  Fabio Parode, Paulo Reyes, Ione Benz, Carlos Moraes, Luciana Gomes, além de Betina Martau, da UFRGS.

Me diz: vai ser ótimo, certo?

Quer saber e se inscrever? Então clica aqui.

Postado por admin snovembro - 5 - 2010 0 Comentário

Hoje iniciamos uma série de entrevistas com os professores da Escola de Design Unisinos, para que todos conheçam melhor os nomes por trás desta grande instituição.  A primeira  “convidada” é Paula Visoná. Graduada em Moda pela Universidade de Caxias do Sul,  atua profissionalmente como consultora de empresas nas áreas de desenvolvimento de coleções e pesquisa de tendências.  Tem mestrado em Design Estratégico pela Unisinos, onde desenvolve investigações acerca de Estratégias para Inovar Bens de Uso, sendo um dos membros integrantes do Observatório de Design da Instituição.

 

1.       Como enxergas o mercado do design no Brasil?

O mercado do design no Brasil é promissor. Temos muitas competências, tanto em nível mercadológico, quanto criativo e, também, didático – caso de escolas que se ocupam em construir e disseminar conhecimento sobre Design. O Brasil, com toda a sua diversidade, privilegia a busca por novas linguagens e, também, por processos novos processos de pesquisa e configuração de artefatos de design. Além disso, existe – em alguns territórios brasileiros – a preocupação de transformar o design em ferramenta de posicionamento estratégico nacional. No caso do design de moda, essa cultura já vem sendo construída a alguns anos, principalmente por estilistas e designers que conseguiram se libertar do estigma estético brasileiro para importação, e começaram a investir em investigações independentes. Esse perfil auto-referente é muito importante para construir caracterizações de um Design Brasileiro.

2.       O que te  atraiu para o mundo do design?

A minha formação é moda: Tecnólogo em Moda e Estilo. No curso, a questão design esteve sempre presente, visto que a moda é uma das áreas do design. Mas, estudar design vai além da moda, e foi exatamente isso que me atraiu. Outro fator muito importante tem a ver com o fato do design, para mim, funcionar como síntese. É como se o design me permitisse sintetizar vários conhecimentos através de seus processos. Não falo só dos objetos e artefatos que podem ser projetados, mas de todas as etapas que compreendem o fazer design. No meu caso, que estudo e trabalho com tendências, isso é absolutamente desafiador e importante.

3.       Quais os objetivos do Design Mais, projeto coordenado por você?

O Design Mais é um projeto que visa, antes de mais nada, promover cultura de discussão em torno do Design e suas relações com outras áreas. O design é uma área que se alimenta e constrói a partir de vários conhecimentos. Para que esse entendimento seja propagado, é preciso gerar mecanismos de disseminação, ou seja, momentos em que seja possível criar relações de interface entre o design e outros conhecimentos. Nesse sentido, os debates promovidos através do projeto Design Mais buscam cumprir esse primeiro objetivo para, após, intensificar as relações entre os indivíduos – alunos, professores e comunidade geral – tendo o design como ponto de partida e convergência de análises.

Ao atingirmos esse objetivo, também proporcionamos às pessoas maior conhecimento sobre as diretrizes fundamentais da Escola de Design Unisinos – por excelência, uma Escola de Design Estratégico. Isso nos auxilia a construir um relacionamento social sólido, baseado na disseminação de conhecimento e no diálogo constante.

 

4.       Qual é a melhor coisa de ser professora?

A melhor coisa de ser professora são os alunos! Sério: a troca com os alunos em sala de aula é absolutamente estimulante. Sei que estou ali para ensinar, mas, acho que eu acabo aprendendo mais do que alunos nas dinâmicas em classe. O fato é que, quanto mais argumento sobre um determinado assunto, mais clareza tenho sobre ele. Aí a contribuição dos alunos é dupla: tanto em por causa da função em si – dar aula – como pelas discussões – os insights são constantes. Outra coisa bacana de ser professora é o constante desafio: é preciso estudar para preparar as aulas, assim como, também é preciso dominar os assuntos. É um desafio constante, baseado na “reciclagem” também constante.

5.       Além de dar aulas, és consultora de empresas. Como é migrar entre a vida acadêmica e o mundo corporativo?

Olha, na minha percepção, as duas coisas se complementam. Eu coloco em prática, no mercado, os assuntos que investigo enquanto acadêmica. Relacionar mundo corporativo e acadêmico não é algo tão comum no Brasil, mas é absolutamente comum em outras nações. Além disso, eu gosto das particularidades referentes aos universos distintos: o mundo acadêmico tem seus desafios, assim como o mundo corporativo tem os seus. O que a gente tem que fazer, penso eu, é construir pontes entre esses universos.

 

6.       Quem são teus ídolos no design e na moda?

Sinceramente, não tenho ídolos. Acho que as pessoas que trabalham, tanto com design, como com moda, são profissionais, como outros quaisquer. Ok, eu gosto muito do trabalho do Ronaldo Fraga – muito mesmo – assim como eu gosto muito do trabalho da Vivienne Westwood. Gosto de como eles conseguem poetizar através dos objetos, como conseguem sintetizar um certo ânima coletivo através de seus trabalhos. Mas, nossa, tem muita gente boa que não é tão conhecida quanto esses dois casos que citei, e conseguem cumprir o mesmo desígnio.

 

7.       Teus hobbies?

Eu adoro cinema, sempre! Pra ver qualquer coisa, mesmo.  Na verdade, gosto muito de filmes, então, estou sempre comprando DVDs. Uso os filmes para várias coisas: para passar o tempo, para dar aulas, para relembrar experiências, para reunir amigos.

Mas, também gosto muito de ler. Tenho uma queda livre por romances históricos, tipo Memórias de Adriano, Memorial do Convento, dentre outros.

 

8.       Se fosse dar um conselho para os jovens estudantes de Design, qual seria?

Ai, não sou muito boa em conselhos, mas, enfim, eu diria: faça Design, mesmo! Não apenas faça porque você acha diferente e interessante. Não, faça Design! Design vai muito além disso. Como eu disse, Design pode ser entendido como síntese, e, assim, se aproximar muito da poesia.

Postado por admin soutubro - 18 - 2010 0 Comentário

A última edição do Designmais  aconteceu em 13 de outubro, no sempre charmoso Moinhos Shopping. O tema foi “Design e Comunidades Sustentáveis”, e o encontro contou com as presenças muito especiais das designers Mana Bernardes, Nicole Verdi e Diane Johann. O evento, produzido pela Escola de Design Unisinos, atraiu uma turma de profissionais da área de design e pessoas interessadas na questão da sustentabilidade.

 As gaúchas Diane Johann e Nicole Verdi contaram como desenvolvem seu trabalho na Oferenda Objetos, empresa fundada por elas e que cria produtos de decoração artesanais, sempre re-utilizando resíduos. O resultado são peças lindas que alcançaram espaço no mercado e que cumprem um duplo papel: além de decorar, trazem renda a artesãos e re-utilização de materiais que seriam colocados no lixo. O trabalho destas duas profissionais pode ser encontrado em lojas com a Tok Stok.

Já a designer de jóias, artista e poetisa Mana Bernardes dividiu com público sua paixão: trabalhar com materiais que considera nobres, como restos de garrafa PET, grampos, palitos de madeira, etc. Ela trabalha junto a comunidades carentes de todo país, desenvolvendo projetos específicos, focados na necessidade de cada área. Aliando arte, reciclagem e projetos sociais, Mana é reconhecida por seu talento e engajamento, trabalhando junto a ONGs como a “Ser Cidadão”.

Foto: Gustavo Diehl

 

A psicóloga Milene Bordini estava na platéia do Designmais e deu seu testemunho do evento:

Ontem fui a mais uma edição do Designmais, projeto da Escola de Design Unisinos. O tema foi “Design e Comunidades Sustentáveis” e sai de lá inspirada!  

 Como psicóloga que vive no mundo da moda, sempre tive um ideal de conseguir levar adiante algum projeto em comunidades que trabalhasse a auto-estima das mulheres. E que, além disso, conseguisse gerar renda para elas. Trabalhei com vítimas de violência doméstica e sei o quanto para essas mulheres um projeto desse porte seria importante.

A frase conceito da Mana Bernardes diz muito: “o poder de transformação é a jóia de ser humano”. O trabalho dela e das meninas da Oferenda Objetos mostra que conseguimos, sim, transformar! Não só transformar resíduos em arte, em trabalhos belíssimos! Mas transformar as pessoas, transformar o país! Nos transformar e voltar a transformar ainda mais! Na verdade, um processo que apenas tem início, mas nunca fim.

Um viva às convidadas e um viva a Unisinos pela iniciativa de trazê-las!

Postado por admin ssetembro - 10 - 2008 0 Comentário

Desenvolvida por estudantes, a lixeira Romeu & Julieta é uma das atrações da Gift Fair

Texto: Lia Luz

O sonho de qualquer curso de design virou realidade na Escola de Design Unisinos, parceira do do POLI.design, Consorzio del Politecnico di Milano. Um produto nascido em sala de aula foi desenvolvido por uma empresa renomada, a Coza, e é uma das atrações da Gift Fair, a maior feira de bens de consumo doméstico da América Latina, que encerra nesta terça (19/8), em São Paulo. A lixeira Romeu & Julieta, que brotou do conceito de reuso por meio da reciclagem, foi criada pelos alunos Mirela Rosa, Caroline Campos e Felipe Johann.

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Formada por duas lixeiras integradas, permite diferentes combinações das mesmas. Uma delas, por exemplo, pode ser usado em cima da pia, enquanto a outra fica no chão para receber os dejetos maiores. Bastante ecológica, dispensa o uso de sacos plásticos avulsos, já que vem acompanhada de alças de fácil encaixe, que permitem carregar os compartimentos até uma grande lixeira para o despejo.

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O produto foi apenas um dos que emergiram da experiência de aproximação entre a Coza e os estudantes do segundo semestre do curso de Design da Unisinos. A Escola encontrou na marca caxiense uma empresa com olhar diferenciado, capaz de propor demandas reais de projeto, atuando como referência de cliente para os estudantes e simulando as dinâmicas normais do relacionamento entre projetista e empresa. “Esse cliente tinha de ser uma empresa sensível à questão didática da pesquisa e da inovação, e inovadora a partir do design”, salienta Tuti Giorgi, coordenador do semestre, sobre a escolha da Coza.

Divididos em times de projeto, com se fossem estúdios de design, os estudantes tiveram a oportunidade de atender um cliente real, com cobranças, restrições e recompensas bastante semelhantes às vividas pelos profissionais no mercado de trabalho. O tema do desafio era Ordem & Desordem Doméstica, no qual tinham de produzir um estudo e um projeto didático para a identificação de novos produtos de uso doméstico.

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“O binômio ordem-desordem foi analisado e entendido não somente na acepção de limpar, conservar, recolher, organizar e preparar os objetos e os espaços da casa, mas também, e principalmente, com a intenção de estudar as relações de uso e dos comportamentos das pessoas que moram, convivem e se relacionam no interior da casa”, explica Roberto Galisai, consultor do POLI.design, Consorzio del Politecnico di Milano, instituição parceria da Escola de Design Unisinos, e professor de ateliê.

O início da atividade incluiu uma viagem dos estudantes a Caxias do Sul, para conhecer a fábrica e os principais fornecedores. Desde lá, a Coza acompanhou cada finalização de etapa, avaliando, junto com os professores, as proposições de cada grupo. Na última fase, a lixeira Romeu & Julieta foi escolhida para ser desenvolvida. “É uma forma inovadora, responsável e eficiente de ensinar. Além do ensino, também é nosso foco desenvolver uma ‘cultura do design’ no Estado, ao nos aproximarmos das empresas”, destaca Karine Freire, coordenadora do curso de Design.

Coza
Há 25 anos o design multifuncional da Coza vem contribuindo para a identidade do produto brasileiro. Pioneira e líder em design de homeware em plástico no Brasil, a marca já recebeu os mais importantes e cobiçados prêmios nacionais e internacionais, como o Museu da Casa Brasileira, IDEA/Brasil, o MACEF, de Milão e o IF Design, da Alemanha. Inovando constantemente nas formas, cores e materiais, já são mais de 200 produtos nas linhas Mesa, Sobre a Pia, Organização, Decoração, Lumi, Banho, Bios, Organic, Retrô, Office, Mesa Mix e Baby. A fábrica fica em Caxias do Sul/RS. Com fábrica em Caxias do Sul, é administrada por um conselho de sócias-diretoras – as irmãs Daniela, Cristina e Manuela Zatti.