Postado por Filipe Campelo snovembro - 6 - 2011 2 Comentários

Margarida Graúdo – turma 2010 PPG Design Unisinos

The last but not least. Para a sexta-feira estavam planejados quatro programas de visitas técnicas: Amsterdam, Rotterdam, Delft & Den Haag e Delft& Leiden. Saiba mais sobre as empresas visitadas (http://www.iasdr2011.org/?id=3&sub=3).

Fiquei no grupo que visitaria os escritórios de Delft e Leiden. Nos encontraríamos às 9h30min, o que me deixou super feliz já que todos esses dias o congresso começava às 8h30min, horário que até uma professora de Taiwan, com quem conversei, reclamou. Acabei levando o maior susto pela manhã, pois o relógio não despertou. A lesada com sono acabou não concluindo a operação, acordei por sorte sozinha às 8h30min, mesmo assim foi uma correria. Isso provou que o sino da igreja que toca de 15 em 15 minutos em tons diferentes não perturba ninguém.

Banho para acordar, café para garantir um pouco de atenção, como desci mais tarde do que costumava, acabei encontrando com o professor Eduardo Romeiro da UFMG e com o pessoal de Pernambuco o que me tomou um tempo trocando algumas ideias. O professor Eduardo é designer industrial com mestrado e doutorado em engenharia de produção, possuindo uma visão de design diferente da nossa escola. Nossa discussão sobre o assunto começou quando ele me perguntou se tinha visto a palestra de uma inglesa sobre PMI, respondi que não, na verdade ele estava falando da palestra da Lucy Kimbell sobre Design Service. Isso é ou não é design? Dava para conversar o dia inteiro, mas como não tinha mais tempo, deu apenas para falar sobre o design como lógica de projetação, cultura e processo. Percebi que ele parou e me disse: “para mim o design tem um limite e fica difícil pensar fora desse limite”. Já mais que atrasada, ele se despede de mim: “Margarida, do Rio de Janeiro mora em Porto Alegre, estatística, trabalhou muitos anos em Marketing e faz Design Estratégico na Unisinos. Bom ter pessoas pensando na frente”. Do jeito que ele falou até parece que é muito mais velho que eu, porém deve ter a minha idade ou até mais novo. Achei engraçado eu estar pensando na frente, contudo fiquei com essa história de limite do design na cabeça.

Muito atrasada e o vento contra, literalmente, eu caminhava e parecia que ele me empurrava. Cheguei na faculdade de desenho industrial botando os bofes pela boca, mas avistei um ônibus de turismo que me deu uma esperança de ainda conseguir me juntar ao grupo. Pensei que já estivessem dentro do ônibus, porém estavam todos em uma sala esperando.

A primeira empresa a visitarmos foi a Flex Innovationlab (www.flextheinnovationlab.com) que fica dentro do próprio campus da TUDelft. A Flex foi criada em 1989 e está no campus da universidade, no prédio que parece um container, há 10 anos.

Antes que eu perguntasse sobre o que podia e não fotografar, Yako (acho que é assim). o gerente que nos recebeu já foi avisando que no andar de cima e no de baixo não poderíamos fotografar, o japonês dentro de mim teve que se comportar.

Era um grupo multicultural, tínhamos pessoas de Taiwan, China, Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Suécia, México, a menina da Turquia e um rapaz do Brasil, além de mim.

Quem fez a apresentação foi a Abke, gerente da Flex, que falou um pouco da história sobre a filosofia, produtos, clientes e seus casos de sucesso da empresa. A empresa tem como lema criar uma nova realidade e para isso apresentou o case de uma espécie de smooth que com a sua introdução gerou uma nova fábrica, empregos, distribuição, etc.

Para colaborar com este processo, a Flex utiliza uma combinação de pessoas em pequenos grupos que competem entre si com o apoio de um jogo para tornar o processo divertido e criativo, na geração de ideias em um tempo curto que depois serão prototipadas no workshop.

O jogo é dividido em duas etapas, uma de pesquisa e análise, e outra de visualização das ideias através de sketches. Ao longo do jogo as pessoas vão respondendo perguntas que estão baseadas no briefing do projeto.

Depois das ideias geradas, se vai para o wokshop que se trata neste caso de uma oficina com todos os tipos de equipamentos para a criação dos protótipos em 3D. Pela minha experiência, no Brasil geralmente esta etapa era feita fora do escritório de Design. A Flex é um escritório full service de desing industrial que tem como objetivo final e muito forte o produto.

Depois da apresentação visitamos o escritório onde os colaboradores são divididos em times e ilhas de trabalho cada uma com uma sala de reunião. No andar de baixo fica o workshop onde eu fiquei impressionada com a quantidade de equipamentos e atividades. Nada de fotos, sorry! Ao final da visita nos ofereceram um almoço. Perguntei se eles faziam comida, pois existe uma cozinha super bacana e bem equipada. Ela me respondeu que cada dia um fica responsável por arrumar a mesa e os sanduíches. Já pensou comer sanduíches todos os dias. Eles são uma delícia e o simplesmente maravilhoso, mas vamos combinar que um pratinho quente tem seu valor. Além do mais, eles bem podiam testar na prática as ideias criadas para a Tefal que é um de seus clientes.

Almoçamos, conversamos e foi a hora de irmos para Leiden, cidade próxima de Delft, para conhecer a NPK (www.npkdesign.com)

Leiden é a cidade onde nasceu o pintor Rembrandt, os canais são mais largos e me pareceu maior que Delft. O escritório da NPK fica bem perto de onde Rembrandt nasceu e instalado em um prédio maravilhoso do século 17 que naquele tempo serviu como uma espécie de forte. Fomos recebidos pelo Wolfram Peters, o P da NPK. O N e o K já não são mais sócios da empresa. Depois chegou o outro sócio, o Jos Oberdorf, estudou na TUDelft .Acho que todos os escritórios visitados os sócios são ex-TUDelft.

Diferente da Flex, na NPK o pensamento estratégico, processo e a gestão do design, o gerenciamento do portfólio, a inovação estão mais presentes e não é apenas nas telas de powerpoint, dá para perceber uma filosofia e principalmente na fala do sócio Jos, que questiona alguns posicionamentos e limites que impõe ao design, os estrelismos, o foco no produto, o modo de pensar da TUDelft, o distanciamento de empresas e universidades. A NPK possui cerificações de processos e gestão de conhecimento.

Também visitamos os locais de trabalho e o workshop que funciona nas antigas cavalariças.  Para terminar fizeram uma happy hour com queijos, vinho e claro, Heineken no formato idealizado por eles.

Foi muito interessante esta parte da conferência e como muitas das questões levantadas são pertinentes e iguais as do Brasil, por exemplo, como lidar com os chineses, como fazer negócios internacionais, a importância da inovação, como vender inovação para os clientes. Também quando o Wolfram falou que a hora de uma pessoa na Europa é muito cara e que eles não tinham tempo para criatividade, me lembrei do trabalho do prof. Carlos Teixeira das Parsons e seu estudo sobre escritórios de Design em mercados emergentes e como eles vem crescendo. Acho que temos uma boa oportunidade de pensarmos na frente.

Talvez tenha escrito demais, mas ao longo desses cinco dias achei importante dividir com vocês detalhes que me pareceram significativos e enriquecedores. Quem não estiver cansado e quiser saber mais, estarei de volta ao Brasil na próxima semana e conversamos pessoalmente. Valeu!

Postado por admin sjunho - 21 - 2011 6 Comentários

Nossas listinhas continuam! Agora temos cinco bons motivos para você clicar aqui e se inscrever para o vestibular para Design de Produto na Unisinos. A tentação é grande! Leia e descubra:

1) Foco no desenvolvimento de projetos de produtos sustentáveis

Pensar sustentabilidade é premissa dos nossos dias

Sustentabilidade é a palavra de ordem dos nossos dias. Nada melhor do que pensar a mais diversa gama de produtos com foco no respeito ao meio ambiente, aliada à sustentabilidade econômica. O resultado é a formação de profissionais melhores.

2) Projetos desenvolvidos em parceria com empresas

Esta turma da EDU aprendeu criando para uma marca de água mineral. O resultado foi ótimo para a empresa e para os alunos

A Escola de Design Unisinos sempre se destacou por oferecer, tanto na graduação quanto na pós, cursos alinhados com o mercado, com parcerias constantes com empresas. O aluno sabe que está criando um produto real, que atenda a exigências reais. E quanto maior o contato com o mercado durante a graduação, maior a empregabilidade quando se tem o canudo na mão.

3) Laboratórios e infraestrutura de qualidade

Olha aí a i-materia, a materioteca bacana da Unisinos

As salas de aula do campus Porto Alegre são climatizadas e com projetores. Os alunos contam também com oficina de modelos e protótipos, laboratório novinho de fotografia, materioteca (biblioteca de materiais) que já rendeu cinco artigos científicos e foi apresentada em dois congressos internacionais e cinco brasileiros, além de laboratórios de informática novinhos. Quem não quer contar com tudo a disposição na hora de estudar?

4) Quadro de professores composto por profissionais do mercado e do programa de mestrado acadêmico

Olha os professores Faller e Giulio com a primeira turma de Design de Produto da Unisinos

Alinhar excelência acadêmica com experiência de mercado também é uma preocupação do curso de Design de Produto. O aluno pode ter certeza que vai contar com professores qualificados. Quem não quer ter mestres que entendem muito da teoria e da prática?

5)  Duração de 3 anos com certificações intermediárias

Vem pra cá!

Pois é, além de tudo você ganha tempo em um mundo que corre. O Design de Produto tem duração de três anos intensos de grande aprendizado. Além disso, você tem oportunidade de realizar intercâmbios durante o curso. Graduação mais curta com um mundo de oportunidades pela frente. Que tal?

Vem e te inscreve! Não perde mais tempo!

As inscrições para o vestibular de inverno estão abertas até o dia 29/6, no site ou pelo Facebook. Você vai fazer uma uma redação, que será realizada no dia2/7 no turno da manhã, e uma prova dissertativa à tarde. Ah, e tem desconto na inscrição para quem usar a nota do Enem! Tudo isso pertinho: no campus da Unisinos Porto Alegre.

Postado por admin sabril - 13 - 2011 0 Comentário

Olha que bacana estes trabalhos em Biscuit, dos alunos do Programa de Aprendizagem 1 da graduação em Design! Os trabalhos foram desenvolvidos durante uma oficina de criatividade ministrada pelo professor Luiz Fernando da Luz.

Postado por admin sfevereiro - 7 - 2011 0 Comentário

Coisa boa é poder escrever um post cheio de novidades!

A primeira delas é a chegada do curso de graduação em Moda da Unisinos. O curso já chega com inscrições abertas para o vestibular, ou seja, você não precisa esperar para começar o ano letivo na nova graduação.

Intuição, criatividade, ousadia e inovação são os conceitos que integram o novo curso. Com uma proposta diferenciada e empreendedora, que agrega características transdisciplinares, o curso cria uma ponte entre o saber e o fazer moda. Através dos Ateliês de Projetos, os alunos podem exercitar, a cada semestre, com ajuda dos professores e de profissionais da área, o sistema de desenvolvimento de produto, que vai desde a parte criativa e prática até o entendimento das tendências e sua aplicação no mercado.

Com a intenção de criar um profissional completo, a proposta pedagógica é baseada em três eixos: o teórico, a interface moda/design e o prático projetual. Desta forma, durante a graduação, os estudantes aprendem sobre história, cultura, artes, metodologias de pesquisa e projeto, gestão, compreensão do comportamento do consumidor, além de terem disciplinas de caráter criativo, que instigam a capacidade de comunicação verbal, escrita e imagética. Nas práticas, os alunos têm aulas de modelagem, desenho e participam dos ateliês de projetos, onde aprendem a projetar, costurar e executar um produto. Claro, tudo isso com laboratórios de modelagem e costura, CAD, técnicas manuais, fotografia, informática, além de uma oficina de desenho a disposição dos alunos. Tri, né?

Mas não é só isso! Para marcar a chegada do curso, a universidade lança, em parceria com o site Looks Likes Porto Alegre, o blog Moda Unisinos Looks Like Porto Alegre. Para quem acha que moda está apenas no ato de vestir o que é tendência, o blog chega para mostrar que o assunto vai além. A relação com as artes, história e sociologia é mostrada através de uma pequena análise de looks clicados pela equipe do site na capital gaúcha e no litoral. Uma ótima pedida para quem é ligado e quer mais da moda.

A iniciativa também é parte da expansão da Unisinos para a capital: o curso é oferecido exclusivamente em Porto Alegre. Quer seguir na carreira? Dá uma espiadinha no blog e faça sua inscrição aqui.

Postado por admin soutubro - 7 - 2010 0 Comentário

Unisinos Experience é a oportunidade que os futuros universitários têm para tirar suas dúvidas sobre os cursos de graduação, conhecer a universidade e os professores. Essa atividade aconteceu nos últimos dias 28, 29 e 30 de setembro no Câmpus da Unisinos em São Leopoldo.

“Essa é uma experiência que tem muito valor para os estudantes. Eu queria ter tido essa oportunidade antes de realizar o vestibular. O Experience é bastante produtivo porque os alunos podem conversar com os professores, perguntar tudo a respeito do curso de interesse e se ambientar no meio acadêmico. As atividades realizadas ajudam na escolha definitiva dos estudantes, mais que teste vocacional”, diz Marília.

No cronograma, 36 oficinas foram disponibilizadas aos alunos. As mais requisitadas foram as das Ciências Exatas e Tecnológicas, Ciências da Comunicação e Ciências da Saúde. A Escola de Design trouxe de Porto Alegre o material necessário para realizar a sua exposição. Em uma sala do Centro Administrativo, os visitantes que se interessam por essa área puderam conferir objetos criados pelos alunos da graduação, conhecer um pouco sobre a história do curso e manusear materiais. A atividade foi coordenada pelos professores Celso Scaletsky, Fabricio Tarouco e Henrique Luzzardi.

Para aqueles que quiserem ver um pouquinho mais, podem acessar as fotos em http://www.flickr.com/photos/escoladesignunisinos/