Professora Paula Visoná e alunas de workshop realizado em Buenos Aires falam sobre o conceito e a experiência que tiveram na capital argentina
“A temática de identificação de tendências é recorrente na atualidade. Empresas e marcas entendem a importância de perceber transformações, sejam elas comportamentais ou estáticas, para se posicionarem de modo diferenciado. A partir dessa perspectiva, muito se tem falado sobre algumas ferramentas de identificação dessas transformações, pois tendências se configuram de aspectos que permeiam as relações no meio sociocultural.
Uma dessas ferramentas é conhecida pelo nome de Cool Hunting, cuja tradução literal (caçando o legal) não contempla todos os aspectos importantes da mesma. A ferramenta Cool Hunting, que subentende um método com uma forte aproximação com a etnografia, visa a busca por aspectos disruptivos, representados através de sinais presentes no universo urbano. Pessoas, feiras, vitrines, mobiliário urbano, street art, ambientes de confraternização, ambientação de cafés, bares e pontos de venda, são objetos de identificação de sinais de transformação. Portanto, objetos de observação e registro para um cool hunter.
A partir dessa compreensão, a Unisinos ofereceu uma experiência inusitada: a realização de um Workshop de Cool Hunting em Buenos Aires. O contexto foi escolhido devido à importância desse espaço urbano para o design autoral na América Latina contemporânea. Durante, praticamente, uma semana, os alunos do curso fizeram uma imersão em vários ambientes da cidade, com o objetivo de identificar sinais de novas tendências”.
Texto: Paula Visoná e alunas do Workshop de Cool Hunting em Buenos Aires.