Entrevista | Blog da Escola de Design Unisinos
Postado por admin àsmarço - 31 - 2011 0 Comentário

Ontem (30/3), a professora Paula Visoná, coordenadora das especializações em Design Estratégico e de Moda da Unisinos, deu uma entrevista bem bacana para o programa Guaíba Revista.

Na entrevista, Paula fala de moda e tendências para a próxima estação.

Perdeu, mas quer escutar? Aproveita e clica aqui.

Entrevista_Paula Visoná_ Rádio Guaíba_30/3

Postado por admin àsdezembro - 3 - 2010 3 Comentários
Jornalista de moda, Queli Giuriatti é editora das revistas Versatille e Você Pompéia. Ela também é professora do curso de extensão Introdução ao Jornalismo de Moda da Escola de Design da Unisinos.  Batemos um papo com ela sobre jornalismo, moda,  mercado e outras coisinhas mais. Confira e conheça melhor a querida Queli:
Blog da EDU – O  que mais te fascina no jornalismo de moda?
Queli - Eu gosto muito das matérias de tendências comportamentais, pois são a base social de tudo que acontece ou vai acontecer no cenário da moda. Também adoro realizar a cobertura de grandes eventos, como feiras de matérias-primas ou produtos prontos e semanas de moda. São momentos de correria, mas de muita troca e satisfação.
Blog da EDU -Com a facilidade do acesso à internet, muitas blogueiras de moda alcançam o sucesso hoje em dia, como a brasileira Cristina Guerra e a jovem norte-americana Tavi Gevinson. Quais os prós e contras desta multiplicação de blogs criando tendências?
Queli – Os blogs, de um modo geral, transformaram os meios de comunicação de massa. Agora, os emissores de notícia não são apenas os jornais, revistas, TVs. Os blogs de moda, escritos por pessoas que nem sempre são do jornalismo, informam, opinam, furam a grande imprensa tradicional. É uma revolução que está acontecendo a cada minuto. Diria que agora, com Twitter e Facebook, esses blogueiros conseguem arrastar maior tráfego de usuários da web do que muita revista famosa… Então, um ponto positivo é a democratização da emissão da informação, ou seja, qualquer um pode vir a ser dono de um blog de renome. Dito isso, todos nós, leitores e interessados em moda, possuímos muitas fontes, o que é bom. Porém, há um mar de blogs, muitos “ocos”, com textos mal escritos e pautas mal apuradas, que apenas replicam o que os grandes blogs postam. Replicam, comentam, opinam. Isso, de fato, é achismo e é ruim. Para mim, o ponto negativo é o excesso de blogs que nada dizem de verdade.
Blog da EDU – Você atua no mercado e também dá aulas, duas atividades complementares. O que mais curte de cada uma destas atividades?
Queli – Estar na redação é estar ladeada de fontes de informação. É uma necessidade. Fora que eu adoro editar, entrevistar, revisar. Sou jornalista, acima de tudo. O fato de coordenar um núcleo de publicações customizadas de moda e varejo de moda na Giornale faz com que eu tenha, em sala de aula, depoimentos muito concretos para os alunos sobre o mercado de trabalho. Há uma onda de jovens jornalistas querendo trabalhar com moda. Boa parte acha que é “fritar bolinho”. É uma área muito mais complexa e com muito mais a se estudar do que um jovem universitário possa imaginar. Para que você tenha uma ideia, um jornalista, para ser capaz de realizar uma resenha de desfiles, precisa conhecer cerca de 150 marcas internacionais – estilo, mercado, público, número de lojas, estilista, se pertence ou não a um grupo/conglomerado, etc – e deve acompanhar duas coleções de inverno e duas de verão para poder dizer: “esse ano, o estilista tal decidiu fazer tal coisa, difente do que vinha fazendo”. Fora que moda tange conhecimentos de sociologia, artes, música, comportamento. É preciso um repertório cultural e tanto.
Blog da EDU – Muitos acham que a moda é algo fútil, superficial. O que você diria para estas pessoas?
Queli - Impossível não ser direta nessa resposta. São pessoas preconceituosas e sem conhecimento a respeito da moda. Trata-se de um dos três maiores setores na geração de empregos do Brasil.
Blog da EDU – Como jornalista de moda, quais as dicas que daria para que uma mulher tenha o guarda-roupa perfeito?
Queli - Primeiro é preciso conhecer-se, sua personalidade e corpo. Munida de tal autoconhecimento, então, vá atrás do que você gosta, do que representa quem você é e do que lhe cai bem. O que me assusta hoje é a homogeinização no vestir, quando, na verdade, o guarda-roupa é uma espécie de cartão de visitas pessoal e intransferível. Estilo é ser quem voce é não importando se a moda diz que deve-se usar calças largas ou justas, sandálias altas ou baixas. Autoconfiança é a coisa mais sexy que existe.
Blog da EDU – Como professora, quais as dicas para quem deseja seguir carreira no jornalismo de moda?
Queli – Estude muito e não só a moda em si. Leia tudo que passar na sua frente, de bula de remédio a jornal de bairro. Vá a museus, shows, festas. Esteja com os cinco sentidos abertos para o novo. E o mais importante: nessa área não há espaço para o gosto pessoal. O que você usa ou prefere para si é uma coisa. O que um estilista ou uma marca propõe para uma determinada temporada é outra coisa. É preciso se esforçar para que seu olhar pessoal não interfira no seu julgamento profissional. E vejo, na sala de aula, que poucos alunos conseguem isso.