Arte e design bem pertinho da população. Nas calçadas, nas esquinas, surpreendendo as pessoas. É assim que Bento Gonçalves (RS) está se preparando para o início da Casa Brasil 2011, maior feira de produtos contemporâneos de alto padrão do país, que acontece de 2 a 6 de agosto. Foram distribuídos pela cidade, reconhecida como a capital brasileira do móvel e do vinho, bancos customizados por designers, criativos, artistas plásticos e arquitetos dos mais diferentes lugares do país. Além de ser uma divulgação interativa da feira, a iniciativa tem o objetivo de oportunizar à comunidade da região o contato com o universo que será vivenciado na Casa Brasil 2011.

No total, são 40 objetos que ficarão estrategicamente acomodados em lugares de grande circulação de pedestres e pontos comerciais da cidade até o dia 6 de agosto, quando encerra a Casa Brasil. Após a feira, será feito um leilão dos bancos, com os valores revertidos a uma causa beneficente.
Claro que a Escola de Design Unisinos não poderia ficar de fora dessa. Douglas Nascimento, aluno da graduação, criou dois bancos para a feira que foram selecionados e estarão expostos pela cidade, que além da Casa Brasil, recebe o Congresso Nacional de Design Desenhando o Futuro durante os mesmos dias.
Confira abaixo a entrevista com o Douglas e suas criações:
Blog da EDU – Como foi a participação no concurso?
Douglas Nascimento - Foi um processo bem intenso de criação, que consumiu muito tempo, não tanto pela execução, mas pelo desenvolvimento de um conceito. Com este projeto não foi diferente pois houve muito tempo de reflexão, com opiniões de diversas pessoas sendo assimiladas ao projeto. Tendo os rascunhos dos conceitos desenvolvidos, parti para a execução do projeto e, com a ajuda do colega Vicente Gomes Pinto, consegui terminar os bancos a tempo.

Blog – Qual foi o conceito que tu tentaste passar? No que tu te inspiraste?
Douglas - Bom, para este concurso eu customizei dois bancos. Nos dois eu procurei buscar uma interação com o usuário. O primeiro banco, o “Banker”, foi pensado para ser algo mais nostálgico porque remete às brincadeiras de soldadinho, onde os móveis eram utilizados para criar cenários de batalhas épicas. Este é um banco pra mexer com o emocional, pelo menos dos Guris.

O segundo banco é uma serra, para o usuário tirar fotos fingindo estar sendo cortado. Aparentemente é uma ideia muito simples e um tanto insana, mas o que eu queria era gerar discussão. Pelo que tenho visto nas redes sociais, tem dado certo.

Blog – Como foi o processo de elaboração?
Douglas – Neste caso o processo criativo foi bem mais simples. Comecei a desenhar diversas possibilidades de bancos e, da quantidade de ideias geradas, vi as que possuíam um potencial de conceito ou interação. Então, refinei a forma até que passasse a transmitir a ideia que eu queria.

Blog – O conhecimento adquirido até agora na graduação foi fundamental neste processo?
Douglas - Sim. Vários métodos de elaboração de ideias que ensinaram na faculdade acabaram tendo reflexo no trabalho.
Blog – Achas que ter este trabalho premiado pode te abrir portas?
Douglas – Acredito que sim. Momentos como este são oportunidades de expor o nosso trabalho, e este reconhecimento já é de grande valia.
Blog – Qual a importância de participar de concursos como este?
Douglas - Estes concursos são importantes para podermos enxergar o lado mais criativo do profissional. Quando se está em uma empresa, a criatividade do individuo é limitada pelo mercado, pela aplicabilidade e diversos outros fatores. Concursos como estes são oportunidades para se pensar fora do quadrado (do comum) e acredito que é daí que se quebram paradigmas.
Blog – E agora uma perguntinha cretina: qual é a tua aposta de valor do teu banco no leilão?
Douglas – Olha, não sei! Tomara que paguem bem. Ou… eu adoraria passar alguns compradores no banco serra :p
As fotos do Douglas e seus bancos, que ilustram o post, são do Gustavo Diehl. A primeira é divulgação da Casa Brasil.