Postado por Filipe Campelo soutubro - 23 - 2012 0 Comentário

O principal congresso acadêmico da área de Design, conhecido popularmente como P&D (Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design), realizado a cada dois anos no mês de outubro, deverá ter sua próxima edição organizada pelos 3 Programas de Pós-Graduação em Design localizados em POA: Unisinos, UFRGS e Uniritter. O consórcio foi escolhido como responsável do evento que será realizado em 2014 durante a assembléia de encerramento do último P&D, na cidade de São Luis, Maranhão. Sendo a única cidade do País com três programas de mestrado em Design, a comissão que organizará o evento espera contribuir para a qualificação e a difusão da pesquisa acadêmica no campo de Design.

Postado por Filipe Campelo soutubro - 9 - 2012 1 Comentário

Dois anos se passaram desde a última edição do Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design (P&D) e a EDU, representada prioritariamente pelos corpos discente (mestrandos e egressos) e docente do PPG Design, tem uma participação extremamente expressiva no principal evento científico nacional da área, que se realiza em São Luis (MA) a partir do dia 10/10. Nossa participação em número de artigos dobrou em relação a 2010, sendo apresentados nesse ano 58 trabalhos. Parabéns a toda comunidade da EDU pelo esforço, comprometimento e os resultados alcançados.

Abaixo a lista dos artigos que serão apresentados , bem como seus autores, pode ser acessada no link que segue.

Artigos P&D2012

 

 

 

Faltaram esses dois…. Obrigado, André!

Desenvolvimento da iMateria: Biblioteca de Materiais Inovadores da Unisinos (André Canal Marques , Celso Carnos Scaletsky , Roberto Faller)
Ensino de design e sustentabilidade (André Canal Marques)

Postado por Filipe Campelo ssetembro - 22 - 2012 0 Comentário

4º FORUM INTERNACIONAL DE DESIGN COMO PROCESSO

4º DIA: 22.09.12

A previsão para hoje é de que se trabalhe de 9h às 13h. Após a palestra da manhã, o dia é de UEMG “talks about itself”.  Houve três sessões que abrigaram 22 apresentações de  alunos  de pós-graduação e seus orientadores. Considero um modo muito interessante de o PPG UEMG apresentar-se em bloco. Segundo Paulinho, houve já uma iniciativa similar na primeira versão do Fórum.

9h:  Keynote speaker : Maria Cecília Loschiavo dos Santos . Universidade de São Paulo.

Título da palestra: “Reflexões sobe Design e Humanismo no mundo contemporâneo”, a discorrer sobre as relações do Humanismo e do Desgin no Brasil, sobre especificidades históricas e heranças culturais e sobre o olhar feminino para o design, de Gilda e  Lina.

A argumentação convidava à prática do humanismo cívico, à construção de valores associados à capacidade de agir na cidade, em nome dos interesses da própria cidade, à prática da cidadania pela recuperação do bem público, e à atuação respeitosa em relação à tradição que precisa ser recuperada. O tom era, de certa forma, evangelizador, quase como o  decálogo do bem para a prática do design. De qualquer modo, o tema da ética é sempre muito benvindo.

Houve referência à dupla racionalidade que pauta a área e que deve ser objeto de reflexão: a racionalidade técnico-físico-matemática e a racionalidade das ciências sociais aplicadas que têm como objeto o homem. Como tal, o pesquisador está inserido diretamente no objeto, o que gera conseqüências de variadas ordens. Ao sair da ciência (apenas esboçada) e chegar à cultura, o discurso da palestrante logo se politiza, na inspiração das idéias de Marilena Chauí. O Brasil é apresentado como sociedade autoritária, hierárquica e vertical, plena de conflitos e contradições sociais. Trata-se de um tipo de sociedade que se situa “entre a idade da pedra lascada e o computador”, recheada de questões de gênero, desigualdades, precariedades, informalidade e pobreza urbana. Referiu  a necessidade de uma nova ética para o design e o autor Aloísio Magalhães ( texto disponível no site da ESDI barra Arcos). Aliás, em ocasião anterior, a ética tinha sido trazida à baila, com a referência a um código de ética profissional (uma deontologia, parece) de 2001, a mais recente. Na  esteira das figuras femininas  destacadas de Lina Bardi e Gila de Mello Souza, é introduzido o tema do legado popular e espontâneo dos fenômenos culturais que incidem sobre o design. Em seu relato, a primeira impressão que Lina teve ao chegar ao Brasil, fugida da segunda guerra,  foi a de paz,   interpretação ainda no navio e que se explica por si, considerando de onde ela vinha. De atuação política e obras relevantes, eis algumas de suas propostas: precariedade de recursos atuando como elemento que estrutura a imaginação e a fantasia; cultura do design tributária do contexto local; hibridismo étnico-cultural como indutor  de  criações coletivas e de trabalhos cooperativos; a imaginação rica dos despossuídos; e a sobrevivência impondo sua própria linguagem e projetos. É possível reconhecer que ainda persistem problemas sociais a serem enfrentados, mas as formulações parecem datadas. A impressão que se tem é de que é preciso atualizar as compreensões à luz do desenvolvimento das ciências e das artes hoje, o que levaria, por exemplo, a não destacar apenas a funcionalidade dos produtos para que sirvam aos despossuídos e a pensar que imaginação e fantasia não sejam prerrogativas dos pobres. Diga-se de passagem que as soluções de emergência frente à sobrevivência possam gerar soluções diferenciadas e práticas, rapidamente. Bem, no mínimo, cabe discutir o Brasil hoje no contexto das culturas, das artes e das ciências, para que se produza conhecimento novo a estimular os trabalhos acadêmicos ou profissionais dos designers. 

A esse propósito, Triska fez, ao final, uma pergunta à palestrante que estava também relacionada à crítica feita pelo Bonsiepe à formação dada pelos nossos mestrados e doutorados, obediente aos parâmetros quantitativos da CAPES. Ele mencionou as oportunidades para o design no sentido de ganhos de mercado, demandas hoje existentes, e convites para  responder a temáticas, por exemplo, de qualificação organizacional para sobrevivência dos negócios, ou de desenho de novos negócios, ou de ações de geração de riqueza, ou de consumo, ou de produção do bem estar do homem no campo da saúde, por exemplo, e de como seriam conciliadas essa aludida visão humanística e o desenvolvimento de projetos de negócios. Como se faz a passagem entre essas duas realidades? A resposta ficou no ar, em esboço: é preciso reinventar. De qualquer forma, temos mais um bom tema para discussão, pois não interessa a ninguém uma guerra surda entre humanidade e técnica.

Já Gilda considerava o design como forma de expressão para entender o regime estético, e elaborou uma estética popular que voltava as costas para as grandes manifestações artísticas e destacou a importância dos fatos cotidianos e informais, quase uma visão de pop-arte.

 Na segunda parte da amanhã, a apresentação de trabalhos em três sessões paralelas. Os textos versaram sobre  temáticas variadas, tais como: fragmentos de memória , comunidades criativas, cultura pela semântica, sustentabilidade, identidade, diversidade cultural,  multiculturalidade, com aplicação em elementos de interesse local, como gemas, jóias, agroecologia, eletrônicos, eletrônicos  etc.  Algumas pitadas de “management” e de consumo; expressiva presença de trabalhos que envolvem a temática do educação e ensino de design. Aliás,  é sempre bem presente essa temática nos encontros de Design, o que aconteceu também aqui.

Bem, encerrado o Evento, encerrado o relato. Lembro que todo o texto sobre fatos reais passa pela interpretação  de quem o escreve, ou seja, há uma seleção de temas ou de destaques e um viés interpretativo e, por vezes, valorativo, dos assuntos ou abordagens que foram ofertadas. E tudo isso, passado pelo crivo que a abrangência e a força  da internet impõe como necessária e inevitável  mediação.   Como saldo final: Design como um  velho de 50 anos ou como um jovem adolescente; Design como espaço privilegiado de debate e construção pela quantidade e qualidade das visões que co-ocorrem e pelos paradoxos e contrastes que instala, em seus espaços de discussão teórica ou prática. Não há perigo de tédio, pois as gerações de hoje e as que virão terão muito trabalho pela frente. Bom, muito bom!

Agora, ao final: Paulinho foi  convidado para uma reunião-almoço na casa da  coordenadora do PPG, Sebastiana Lana, em que, penso eu, estarão algumas pessoas que discutem as políticas de área. Triska estará lá. Carlo tratará de conviver com a turma de Milão e dela se despedir.  É justo, pois mesmo agora gaúcho, o sangue chama. Aliás, ontem, em meio ao Malbec Argentino e à Pizza argentina também, ele se declarou um falante do português tão competente quando o falante nativo. Menino modesto! Quanto a mim, é segredo. Só não fui nem ao salão de beleza, nem às compras. No primeiro dia, fomos ao Mercado Público e fizemos os estoque de queijos muito especiais. Tenho certeza de que os dois meninos promoverão uma happy hour de degustação para o pessoal do Pós. Ai, ai ai…. Karine, minimalista, pasmem, saiu de viagem com um sacolão de queijos e goiabada, juro que para deleite do Panta. Ela me garantiu que não o proibiria de comer a goiabada de uma só vez, como  fez com a figada pura que ganhou da tia.

Enfim, foi muito bom nosso convívio e interessante ( olha a história do sapo e da sapa) o evento! Retifico: foi um painel demonstrativo do estado da arte do design, bem organizado e de boa qualidade.

Entrei para o rol dos blogueiros, a concorrer com o texto ágil e bem humorado do Paulo B. e do André. Consolo-me: Afinal, eles são jornalistas! Lembro que era um prazer acompanhar o dia-a-dia do evento sobre o qual noticiavam. Amanhã, pela manhã, estamos voltando. Na segunda, estaremos na Edu.

Abraços a todos.

 

Postado por Filipe Campelo ssetembro - 22 - 2012 1 Comentário

Profa Ione e seus relatos!

4º FORUM INTERNACIONAL DE DESIGN COMO PROCESSO

3º DIA: 21.09.12

O dia hoje começa mais cedo: às 9h. Começamos muito bem, com o Gui Bonsiepe. Pesquisador maduro, inteligente, de fala mansa, de fluente e claro espanhol e de muita coragem. Fez uma crítica bem abrangente, tipo metralhadora giratória, de conceitos, metodologias e formação praticados. Mas, salvas as vítimas, o saldo é muito bom pra estimular a discussão de área.

Keynote speaker: Gui Bonsiepe.  Pesquisador no Brasil, Argentina, México,  Chile e Alemanha.

O título da palestra: “Tendências e contra-tendências no ensino do design”.  Alguns destaques: Situação polêmica do design: cenário brasileiro com investimentos, cenário internacional em crise; Tendências principais: 1. Design orientado a criar uma sociedade melhor- 2. Design ecológico- 3. Life style design (design festa); Tendências secundárias: 4. Design de autor- 5. Design arte (transdisciplinar arte e design)- 6. Design artesanal (etno)- 7. Design estratégico- 8. Design open source- 9. Design “inteligente”- 10. Design pesquisa- 11. Design promoção e 12. Design experimento; Os cavaleiros do Apocalipse a rondar o design: 1. A crise ambiental, 2. A revolução biogenética, 3. Os desequilíbrios no sistema, 4. O crescimento explosivo da exclusão e 5. Fatos como o desmatamento, monoculturas, destruição de recursos hídricos etc; Mudanças nas últimas décadas: Gradual erosão do espaço público, Atrofia dos interesses gerais e Esvaziamento do conceito de democracia. Há vozes pró-domínio  público como espaço democrático. Outros destaques ainda: Design não pode ser asséptico, deve ser político; Sair da textualização para o contexto social, Olhar com atenção crítica marketing, branding e competitividade (melhor seria falar de colaboração e solidariedade, pode-se interpretar); Evitar a Inovação como valor em si; Atenção para o design sem designers e por uma cultura de projeto dominante na área; Enfatizou cuidados com o Emotion, Thinking e mostrou-se esperançoso com os desdobramentos do Design de Experiência. 

Ponto forte da intervenção do professor: uma coleção de imagens de obras , de autoria anônima ou de renomados designers, a exemplificar as  diversas tendências do design hoje. Uma beleza! Olha, não estou sendo boazinha. Foi mesmo muito qualificada a relação entre o tipo  de design e a referência pela imagem.

Keynote speaker: Silvia Fernández. Universidad Nacional de La Plata. Argentina.

Título da palestra: “Ensino do design em novo enfoque” Alguns destaques:

Preocupação com o ensino magistral em design, com o protagonismo exclusivo do professor; Novas formas pelo uso das tecnologias; Novo modelo: aprendizagem baseada em problemas ou projeto complexo, proposto pelo professor; Aprendizagem autônoma e colaborativa para formar o pensamento projetivo;  Apresentação da experiência na sua Universidade; Indicação de audiovisual de mais ou menos duas horas, sobre experiências de ensino (ela percorreu cerca de duas dezenas de universidades em diferentes países e continentes, estudando o assunto): www.educationprohibida.com.

Houve sessão matinal de apresentação de trabalhos, no mesmo modelo. Das 14h às 17h, idem. Destaque: Como havia muitos trabalhos dos italianos (delegação respeitável) de Torino e de Milão, foi possível observar a qualidade visual das apresentações (poucos tropeços com diagramas ilegíveis), tratamento metodológico qualificado e a clara identificação de que existe uma escola de pensamento científico que os agrega. Suas metodologias dialogam, seus conceitos também, a par de boa diferenciação na execução de seus projetos. Foram excelente companhia, no conjunto dos trabalhos.

Dia também cansativo, com a vantagem de o calor infernal- que, surpreendentemente, dizem os mineiros, apareceu  por aqui nessa época, ter dado uma trégua. Aliás, detalhe atroz: a impressão nos táxis e espaços gastronômicos é de que os mineiros “odeiam” ar condicionado. O saguão do hotel era o primeiro estágio do inferno de Dante; os táxis, o segundo. Pelo menos, escapamos do terceiro. Engraçadinha, eu!!!!!

No calor das discussões, inspirei-me para escrever o texto que compartilho com vocês, sem edição. O título: “Um painel diversificado de pontos de vista e de práticas de design”. A vantagem de mexer com as palavras é fazer render o produto. Vamos lá.

Uma área em ebulição, debatendo-se no dilema entre duas grandes tarefas:  dar identidade ao campo do design e atender rapidamente às demandas de formação de designers no campo acadêmico, o que acelera, nem sempre positivamente o processo. Ouviu-se muito sobre a desqualificação dos processos formativos em todos os níveis: dos tecnológicos  à Pós-Graduação stricto sensu.

As posições são arraigadas, fortes, mas não fechadas ao diálogo. Os projetistas postulam a fuga da textualidade, da discursividade; os acadêmicos esforçam-se em aplicar a diferentes objetos as suas formulações teórico-metodológicas; todos ensaiam substituir as palavras pelas imagens na exposição de seus argumentos mais refinados ou práticos, tarefa difícil; algumas manifestações de intolerância com a mediocridade ou mesmice dos projetos de TCC, por exemplo, atribuídas em parte à ditadura das metodologias. No que concerne às formas de expressão, talvez seja a “maldição das linguagens” a se abater sobre os pesquisadores ou profissionais da área, ou seja, produtos ou serviços como falar deles sem a mediação das linguagens, dentre as quais a imagética é uma delas e,mais, como encarar a mediação pelas tecnologias (midiatização), todas elas a instalar níveis de metalinguagem traditiva ou crítica que têm como resultado tornar cada vez mais distante o acesso “à coisa em si” (sem viés fenomenológico, por favor).

Outras questões desafiantes: teorizar para transformar, teorizar para tornar erudito e refinado tudo o que se pratica,  teorizar para descobrir, teorizar para descrever ou, senso comum, interpretar, entre tantas outras. Aliás, via de regra pergunta-se pouco, ou porque se tem excesso de certezas, ou porque o mundo não nos desafia. O fazer do pesquisador é adubado pela dúvida, pela curiosidade e pela ousadia. De certa forma, percebe-se: que as referências científicas são uma moldura que nem sempre contamina nem se confunde com a tela que enquadra. Fica, portanto, expletiva; que as teorias não respondem à pretendida capacidade heurística o que lhes conferiria total relevância. Portanto, usá-las ou não é questão de estilo ou oportunidade; que a imersão nos casos, nos produtos e nos processos, para além de descrevê-los, não produzem alterações significativas nas matérias teóricas ou metodológicas. Não seria de esperar que as práticas empírico-indutivas, ao longo do tempo, produzissem teorias, ou contestassem as já formuladas.

De qualquer forma, são questões que estarão presentes nas discussões de área, todos cientes de que o embate é benvindo. Mesmo áreas historicamente consolidadas, não podem “estar postas em sossego, qual Inês de Castro” (Camões lírico, presente.) Fiquei motivada a provocar os colegas da linha de pesquisa Processos de Projeto a liderar essa discussão no nosso Programa. Que tal a  proposta¿

 

 

Bem, acabou a inspiração e bateu a preguiça.

 Uma boa notícia para os nossos mestrandos: os colegas de vocês se saíram muito bem nas apresentações. Tiveram desenvoltura na fala, mostraram conhecimento sobre o que apresentavam, enfrentaram as perguntas e foram simples em suas atitudes. É sinal que de que estamos no caminho certo. Nós, orientadores, tiramos “uma lasquinha” nessa conquista.  Vale o esforço, nosso coordenador; vale a nossa dedicação, queridos colegas pesquisadores!

 Última edição: Fait divers

  1. Paulinho , todo  pimpão, no melhor de seus trajes de grife, rumo ao jantar oficial da Rede. Só para convidados Vips. Paulinho é um dos eleitos.
  2. Os outros, ficaram sentadas na guia da calçada , olhando e saboreando lingüiça com polenta. (rsrsrsrsrsrsrrsrsrrsr).
  3. Antes de consumar o ato   da lingüiça, uma luz. Vamos todos, com o pessoal de Brasília, Maranhão, Minas, Rio e São Paulo, à Pizzaria Sur. Massa fina, deliciosa, crocante; recheio premiado. Pedimos a premiada 2008 e a premiada 2010. Atenção: pizza retangular. Delícia e vários gramas acrescentados ao peso. Noite de planejamento de projetos conjuntos e muita risada.  De quebra, a plugada Karine torpedou o Paulinho, dizendo das delícias da noite na Pizzaria.  A ver o que conta na volta do programa oficial.
  4. Carlo e uma de suas aventuras fantásticas.  Comprou o livro do Bonsiepe, o primeiro, em italiano, no sebo, no México. Pode!!!  Não bastasse teve o livro Teoria e Pratica del Disegno Industriale, 1975, autografado em Belô, pelo autor, em 2012. Fantástico!
  5. Segredos de Karine, revelados por espiões da PUC-Rio. Era a queridinha da orientadora (por méritos próprios, é claro). Mas os invejosos da vez roeram todas as unhas dos pés e das mãos. Intoleráveis essa preferências, mesmo que justificadas pelas qualidades da nossa colega. Imagem: séria, compenetrada, organizada e organizadora e “Caxias”. Belos atributos!!!

 Voltarei ainda uma vez. Inté!

Postado por Filipe Campelo ssetembro - 22 - 2012 0 Comentário

4º FORUM INTERNACIONAL DE DESIGN COMO PROCESSO

2º DIA: 20.09.12

9h30min- 18 horas: Programação intensa. Dia de trabalho duro, sem o feriado Farroupilha. Mas os ganhos certamente compensarão. Abertura solene, com a presença dos profs.  Dijon Moraes Jr, Faviano Celaschi e Ricardo Triska, respectivamente Reitor da UEMG, Coordenador da Rede Latina e Coordenador de área CAPES. Na mesa, diretores e pró-reitor ;  fizeram falas breves, mas pertinentes, os dois primeiros. Destaque Tryska: Satisfação  em ver  a evolução da área acontecer “sem aflição” com a quantidade e  Esforço de qualificação dos Doutorados.

Embora sejam todos cavalheiros, um destaque para a simpática e inclusiva acolhida do  Dijon e para a acessibilidade e atenção do Triska no trato com seus colegas. Dá gosto ver!

Celaschi, desfeita a mesa, fez uma breve palestra introdutória ao tema, sob o título “Humanities and design: my paths to the wood”, apoiado em material visual do projeto “The human as human illusion”. Alguns tópicos: Diversidade como patrimônio; Cultura como melhoria de processos;  Capacidade da cultura  e do projeto: culturas como qualidade; Observação da cultura humanística pelo design ( os próprios produtos); As fases: Indústria do design, Design-fase consumo e Design-fase homem (contemporânea);  O designer como: materializer of the hard componente o the storytelling, social actor and author;  Contribuições: consumer´s education,  para teinamento na cofiguração de uma herança cultural de bom consumo; Foco em  Identidade e  criatividade; Designer como educador do mercado  para a formação do ser humano; Designers need mediators: From the genesis  of the modern system : Knowledge system, Production system and Market-costumer system; Designer como mediador direto,  design como intérprete direto para construir o “trend”. Concluindo: “To start a humanistic laboratory to study design problems and to offers design practices and knowledge to reform humanities”.

Keynote speaker: Deborah Philips: University of Brighton,UK. School of Humanities.

Tema: Ícones metonímicos. Alguns destaques: Estudo de registros de narrativas na imprensa: jornais, como imagens de ilustração, narrativa contada por sequência de fotos, destaque para heróis populares, contos de fadas, contos clássicos e desenhos animados (W.Disney), na linha da história. Analogias com as práticas do design, como modo de contar histórias, interpretar iconografias e resgatar pelas metonímias os dados de cultura, com vistas a processos de projeto.

A proposta lembra o trabalho de Bakthine em sua obra: As festas populares na Idade Média, inspirado no signo como construção social e  nas manifestações culturais como dialogia. Evoca, também, o trabalho dos Formalistas Russos, a partir do estudo dos contos populares (Propp) e a consequente valorização  da cultura do cotidiana e dos mitos populares ( Barthes), como manifestação privilegiada da cultura mais viva.

Keynot  speaker:  Lucy Niemeyer. UERJ e PUC-Rio.

Título:  Design e Humanismo: por um novo modelo”

A palestra foi feita em tom de conversa, a partir de ilustrações da vida política e cultural do Brasil, na virada dos anos 50, para falar de como o design se desenvolveu nos últimos tempos. Alguns modelos foram apresentados sem aprofundamento maior, o que parece não era seu objetivo, e com farta ilustração. Presentes as temáticas do ensino de design, uma das especialidades da professora, e dos indicativos de desenvolvimento do campo de conhecimento do design.  A platéia  não se entediou, o que, parece, foi percebido pela Lucy e estimulou sua fala mais descontraída. Para concluir a exortação: “O design deve tornar possível  a vida do homem”. Ideal a perseguir, penso eu. Estamos precisando, e muito! 

14h-18: Tarde de apresentação de trabalhos. 15 minutos e duas perguntas, era a oferta.  É claro, aos prantos, aceitamos. Média de 14 trabalhos em três sessões paralelas. Gente,  confesso: foi o mais tolerável e produtivo massacre. Saímos pelas 19 horas, aos pedaços. Belos lunchs:  especialidades leves, diferenciadas, cardápio completo: entrada e saída. Tô brincando, mais ou menos. Assim, empadinhas para começar, pratos frios e quentes  (dois tipos) para continuar, gelatininha como sobremesa e vários tipos de sucos e refrigerantes. Fechando o ciclo: um bom cafezinho. Recebem muito bem esses mineiros! Mas não viemos para comer, mas para nos ilustrar. Portanto, continuemos.

Segundo Celaschi, 45% dos trabalhos enviados, foram selecionados. Há uma boa diversidade de estilos, de enfoques e de experiências. De modo geral, pelo que ouvi, confirma-se  a minha percepção de boa agregação dos textos, o que permitiu que, ao longo das apresentações, fizéssemos links entre eles, o que foi produtivo para a reflexão. Na sessão em que apresentei, apreciei muito o trabalho coordenado pelo Dr. Giorgio Giorgi (FAUUSP). Uma beleza de concepção e produção; uso de excelente tecnologia. Não quero cometer injustiças com algumas outras propostas também ou diferenciadas, ou qualificadas. De qualquer forma, eventos como esse, são um “banho” de cultura em design, e um estímulo a progredirmos cada vez mais, aí pelos pampas gaúchos.

Percebi que as referências bibliográficas  são um tanto consensuais na área e, como consequência, também os conceitos como habitus ou simulacro, entre outros. Um destaque para referências mais “nacionalizadas”, do tipo italianas e latino-americanas. Nesse quesito, estamos em dia, sem estacionar, entretanto.

Os detalhes das sessões estão na programação, disponível on-line. Como fiquei estacionada no meu grupo, não pude ver outras apresentações. Amanhã, depois de prestigiar a apresentação de nossos colegas, pretendo circular. Como ninguém é de ferro, fomo descansar no boteco, um dos tantos qualificados que são tradicionais por aqui.  Mesinhas na rua, colegas de várias universidades e estados, papo relaxado e gostoso. Não faltou o embate sobre o modo de ser gaúcho e mineiro, honrando a nossa tradição de grenalizar o cotidiano. Tudo em paz. Bela forma de terminar a noite! Ainda: todos sabemos da riqueza que resulta do convívio dos pesquisadores nos espaços do evento e nas sessões de lazer. É quase um quase-evento paralelo.

Até amanhã.