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Um apelo à paz

Foi nos anos 60/70, em meio as manifestações contra a Guerra do Vietnã e do lançamento da pílula anticoncepcional que o slogan FAÇA AMOR, NÃO FAÇA GUERRA se tornou o emblema da mudança de comportamento social.

No Brasil, esta frase inspirou o trocadilho usado para nomear o programa humorístico "Faça humor, não faça guerra", veiculado em rede nacional nos primeiros anos de 1970 e que contava com textos de Max Nunes, Renato Corte Real, Jô Soares entre outros. 

 

Imagem: Memória da Globo

 

Em 2000, na comemoração aos 500 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a UNESCO reuniu em Paris um grupo de detentores do Prêmio Nobel da Paz para criar um manifesto visando uma cultura pela não violência, pela solidariedade e respeito às diferenças individuais.

O Manifesto 2000 pela Cultura de Paz e Não Violência não serve apenas como forma de pressionar governos e instituições a pensar de um modo diferente quando instituírem suas ações futuras. Atinge todos nós, como indivíduos com responsabilidades pela educação de jovens, na preservação do meio ambiente, na administração de conflitos dentro e fora de casa, tornando esta missão como um compromisso para abertura permanente de diálogos.

Certamente reside na aceitação de diferentes crenças o maior entrave para a instauração de uma cultura pacifista. Com os avanços na comunicação tecnológica descobrimos diferentes modos de agir e pensar e fazemos usos das redes sociais para veicular nossas ideias.

É uma pena que essas ideias carregam ainda muita violência e preconceito. Mas isso tudo é reflexo de sentimentos de superioridade em detrimento do nosso desconhecimento de culturas diferentes da que fazemos parte.

Não que uma cultura pela não violência promova a assimilação sem questionamentos, mas quem sabe se a partir de hoje quando pensarmos em mudar o mundo para algo maior e melhor, saibamos nos colocar no lugar daqueles que pensam e vivem diferentes do que estamos acostumados.

No mês passado, a Associação Intermuseus trouxe ao Brasil o Museu da Empatia e a instalação Caminhando em seus sapatos.

 

Imagem: Empathy Museum

 

Através de uma experiência sensorial, o visitante é convidado a colocar os sapatos de outra pessoa, caminhar por alguns minutos com eles, ao mesmo tempo que escuta a sua história de vida. Esta ação serve de inspiração para a aceitação das diferenças e promove ideias para superação de conflitos.

Construir um mundo pautado na não violência requer a participação de todos, com seus diferentes modos de pensar, de acreditar, das maneiras de cooperar e trabalhar.

 

Será que um dia tudo isso será possível? 

 

 Texto elaborado por Susana Holtz, bibliotecária da Unisinos.