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Verso e Reverso sinaliza nesta edição duas vertentes de estudos sobre o jornalismo. A primeira concentra as tecnologias digitais em diferentes perspectivas. John Pavlik, professor e chefe do Departamento de Jornalismo e Estudos da Mídia da Rutgers University, referência obrigatória para os estudiosos de jornalismo on line, examina o impacto que as novas tecnologias provocam tanto sobre o trabalho dos jornalistas e o seu modo tão próprio de contar histórias como sobre as relações entre as organizações e públicos. Com esse artigo começamos a explorar mais intensamente as possibilidades da digitalidade. O leitor poderá acrescentar imagem e som às palavras de Pavlik no trailer de um dos cursos que desenvolveu sobre o mesmo tema. Poderá, igualmente, constatar a estratégia do autor de valer-se quase exclusivamente de referências da internet para escrever sobre ela e a autonomia que essa lhe possibilita. Desde o bojo de uma economia crítica da comunicação, César Bolaño, da Universidade Federal de Sergipe, aborda a digitalização como um movimento complexo de convergência que permite o surgimento de padrões específicos de produção e desestabiliza mercados. Em uma segunda vertente, Verso e Reverso reúne contribuições acadêmicas na esfera das manifestações jornalísticas em meio impresso. Gilmar Hermes, da Unisinos, aproxima a semiótica de Charles Sanders Peirce das rotinas produtivas e descreve, mais concretamente, como esse pensamento pode contribuir para uma certa compreensão das ilustrações no jornalismo diário. Luciana de Souza e Maria Ogésia Drigo, da Universidade de Sorocaba, recorrem igualmente à semiótica para analisar outro objeto das práticas midiáticas - a charge política jornalística - como um sistema concreto de signos. Danilo Rothberg e Fabiano Silva, da Universidade Sagrado Coração de Bauru, examinam a proximidade entre os editoriais da Folha de São Paulo sobre o MST e as matérias sobre o assunto. Ana Paula da Rosa, da Universidade Tuiuti, observou a cobertura fotográfica da morte do Papa João Paulo II e, nela, como a fotografia soma-se ao texto verbal para provocar uma presença do leitor como se leitor e emissor se fundissem na mesma página do jornal. Boa leitura! Beatriz Marocco
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