Arquiteturas nem boas nem más, arquiteturas possíveis

Isabel Amalia Medero Rocha

Resumo


Neste artigo, são apresentados conceitos da ciência, da filosofia e da arquitetura que, subjacentes às operações computacionais, fazem parte do bastidor teórico do que se caracteriza na atualidade como “projeto digital”. Estabelece analogias entre as operações computacionais e as operações de projeto, apresentando exemplos de processos e proposições arquitetônicas e analisando definições, técnicas e funcionalidades dos softwares e dispositivos computacionais, que se entrecruzam na abordagem ao programa e ao projeto de arquitetura na era digital. Considera como hipótese que, na era digital, os programas computacionais e os programas de arquitetura não são neutros e têm uma interferência significativa no processo de projeto, transformando a concepção e a produção arquitetônica, gerando produtos definidos pelos Programas.

Palavras-chave: projeto digital, teoria de projeto, arquitetura experimental.


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ISSN 1808-5741

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Os croquis utilizados no banner (da esquerda para a direta): Pavilhão do Brasil na Expo 70 (Osaka, Japão) e Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) do arquiteto Paulo Mendes da Rocha© e Pampulha do arquiteto Oscar Niemeyer©.

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